Chuvas acendem alerta para proteção de sistemas de automação industrial
Com setembro registrando volumes históricos de chuva na capital e em diferentes regiões do estado de São Paulo, já entrando para a história da meteorologia paulista, empresas devem redobrar a atenção aos riscos de surtos elétricos e descargas atmosféricas para equipamentos e sistemas industriais.
Nos primeiros 14 dias do mês, a cidade de São Paulo registrou 253,8 milímetros de chuva, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O volume, medido na estação do Mirante de Santana, já superou o recorde anterior para setembro, de 243,1 milímetros, registrado em 1983.
O acumulado também representa aproximadamente três vezes a média climatológica de chuva para todo o mês de setembro, que é de 83,3 milímetros. E o mês ainda não terminou.
O cenário se repete em outras regiões do estado. Na região de Campinas, por exemplo, foram registrados 257,2 milímetros entre os dias 1º e 13 de setembro, volume equivalente a 3,1 vezes a média mensal e recorde para setembro na série histórica iniciada em 1961.
O cenário chama atenção não apenas pelos impactos nas cidades. Para o setor industrial, períodos de tempestades também reforçam a importância da proteção das instalações elétricas e dos sistemas de automação.
O que as tempestades têm a ver com a automação industrial?
Quando uma tempestade chega, os primeiros riscos que costumam ser lembrados são alagamentos, quedas de árvores, interrupções no fornecimento de energia e danos à estrutura física.
Mas existe outro risco que merece atenção: as sobretensões provocadas por descargas atmosféricas e outros eventos elétricos podem atingir equipamentos eletrônicos e sistemas industriais.
Um raio não precisa necessariamente atingir diretamente uma fábrica para causar danos.
Descargas atmosféricas podem provocar sobretensões transitórias, capazes de se propagar ou induzir efeitos em instalações elétricas e sistemas conectados.
Em uma indústria, isso significa que equipamentos importantes para o funcionamento da produção podem estar expostos a esse tipo de ocorrência.
Entre eles estão:
- CLPs;
- IHMs;
- inversores de frequência;
- fontes de alimentação;
- sensores e instrumentos;
- sistemas de controle;
- componentes instalados em painéis elétricos;
- sistemas de comunicação e sinal.
Uma ocorrência elétrica que danifique um desses componentes pode deixar de ser apenas um problema de manutenção e se transformar em uma parada de produção.
O problema não está apenas nos raios
Outro ponto importante é que a proteção elétrica não deve ser considerada somente durante períodos de tempestade.
Sobretensões transitórias também podem ser provocadas por operações de comutação, como o acionamento de máquinas e equipamentos de alta potência ou determinados eventos na rede elétrica.
Por isso, a proteção de uma instalação industrial precisa considerar diferentes fontes de risco e não apenas a ocorrência de raios.
Como proteger os equipamentos de automação?
Uma das soluções utilizadas para reduzir os efeitos de sobretensões são os DPS (Dispositivos de Proteção contra Surtos).
Esses dispositivos atuam desviando a energia de um surto e limitando a sobretensão que chega aos equipamentos protegidos. A aplicação precisa ser definida de acordo com as características da instalação. Isso é importante porque não existe um único DPS que sirva para qualquer situação.
O conceito de proteção pode envolver diferentes pontos da instalação, incluindo alimentação elétrica, sinais, instrumentação e comunicação. Ou seja, uma proteção eficiente contra surtos depende não apenas da escolha do dispositivo, mas também de sua correta integração ao sistema.
Em outras palavras: instalar um componente de proteção sem considerar o restante da instalação não garante, por si só, que o sistema esteja adequadamente protegido.
Quanto pode custar uma falha na automação?
Para uma indústria, o impacto de um surto elétrico pode ir muito além do preço do componente danificado.
Uma falha em um sistema de automação pode provocar:
- parada de máquinas;
- interrupção de processos;
- perda de produção;
- manutenção emergencial;
- substituição de componentes;
- retrabalho;
- atrasos na entrega;
- custos adicionais de operação.
Em processos automatizados, mesmo um componente relativamente pequeno pode ser responsável por uma função importante dentro do sistema.
Por isso, a proteção deve ser pensada como parte da infraestrutura da indústria, e não apenas como uma providência para depois que ocorre uma falha.
O que as indústrias podem verificar?
Entre os pontos que podem ser avaliados por equipe especializada numa revisão de infraestrutura elétrica estão:
1. Proteção contra surtos
Verificar se existem DPS instalados nos pontos necessários e se são adequados à instalação.
2. Painéis elétricos
Avaliar a proteção dos componentes instalados nos painéis e as condições gerais da instalação.
3. Equipamentos eletrônicos
Identificar quais equipamentos podem estar mais vulneráveis a sobretensões.
4. Aterramento e equipotencialização
Verificar as condições do sistema e sua integração com as demais medidas de proteção.
5. Linhas de sinal e comunicação
Considerar também a proteção de circuitos que não sejam exclusivamente de alimentação elétrica.
A análise deve ser feita de acordo com as características de cada instalação e por profissionais habilitados.
Na indústria, prevenir uma falha pode ser muito mais simples do que lidar com uma máquina parada.
Proteção e automação industrial
A Siriom Automation atua no fornecimento de componentes e soluções para automação industrial, incluindo equipamentos utilizados em painéis elétricos, controle de processos e proteção de instalações.
Entre as soluções disponíveis estão componentes para proteção contra surtos e outros equipamentos utilizados em sistemas de automação industrial.
Para definir o dispositivo adequado, é importante considerar as características da instalação, os equipamentos envolvidos e o nível de proteção necessário.
Dentre as marcas reconhecidas no mercado, a Siriom trabalha com produtos da Schneider Electric, Phoenix Contact, Omron e LS Electric, oferecendo opções de componentes para diferentes necessidades da indústria.
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